segunda-feira, novembro 28, 2005

Saudade



Vazio.
Incompleto...
Frio.
Já não sou língua,
Sou dialecto.

Silencia...!
Uma voz estranha.
Denuncia.
A maldição portuguesa
Em mim entranha.

Grito amarrado.
Dor.
A sete chaves fechado
Falo calado,
Chorando por amor...

Partiste.
Foi verdade,
Que mentiste!
O sentimento quebrou
Com a palavra saudade.

quarta-feira, novembro 23, 2005

Caligrafia Pensada

Penso naquilo que vou escrever...
Um pensamento liberto no vazio. As palavras vão fluindo agregadas a imagens da minha cabeça. Uma escrita pensada no abstracto da simplicidade, saída de uma reflexão ecoada. Este eco da escrita só me faz sentir frustrado perante o segundo plano da escrita. O pensamento engana-me... modifica as minhas percepções dos signos escritos. Tudo se torna diferente daquilo que visiono na espontaneidade cerebral.
Aquilo que eu escrevo é uma Caligrafia Pensada, rascunho da minha alma; A escrita do pensamento deturpa aquilo que realmente penso... mas a bruma do pensar torna-se palpável e visível! Assim é realmente melhor... já consigo perceber-me no emaranhado interior e reconhecer-me na organização da escrita. Por momentos iludo-me... e volto a pensar... e volto a escrever... com mais uma Caligrafia Pensada.

domingo, novembro 13, 2005

Sentindo o amor quente

É quente este amor...
Amor que não sossega.
Torna-se hipótese cega,
Deixa o vazio, deixa a dor.

É quente este corpo...
Corpo que te reclama.
Corpo que já não é corpo,
É uma alma que te ama.

É quente este olhar...
Olhar que te fixa, te mira.
É e num fogo que te retira,
O amor que te quero dar.

Tudo é quente quando se ama...
O frio mar, o frio céu.
O calor já não é meu
É do meu ser que quer amar.