quarta-feira, agosto 24, 2005

Céu de dois caminhos



Mundo distante,
Mundo opressor,
Quero ser amante
E esquecer o amor!
Seguir sem destino
E poder voar,
Voar sem tino,
Esquecer de amar!
Que voo obsessivo,
Num céu de dois caminhos,
Cruzados, perdidos,
Errantes ou passivos!
Vou voando...
Vou caindo...
Caindo no nada
Do tudo que vou sentindo!
Em queda livre
Suspenso no infinito,
Preso no horizonte vertical do sentimento,
Fugindo da linha imaginária,
Entre ti e o pensamento...
Amor que voa
É por ti descartado,
Amarrado e tapado,
Levado à toa...
Quero voar
Mas não voo!
Quero ir mas não vou...
Tudo porque plano no sonhar,
No invisível...
Tudo porque ando ao luar
E te amo no impossível...

2 Comments:

At 12:38 a.m., Blogger A voz said...

Olá GAMBUZINO!!Antes de comentar este teu post(lindo) quero dizer que adorei ver-vos dançar outro dia! Estiveram muito bem mesmo! Cada vez que leio um post teu é como se fizesse luz na minha cabeça...É que ás vezes custa-me passar para o papel os sentimentos e tu consegues fazê-lo na perfeição! Porque esse dilema entre fazer o que a cabeça manda ou o que o coração sente por vezes é sufocante! Esse céu de dois caminhos são precisamente essas contradições da vida...e parece que a única solução que resta quando nada corre como queremos é sonhar!Imaginar que esse mundo não é distante nem opressor e que se calhar até podemos voar...

 
At 1:23 p.m., Blogger luisa said...

oi Lipe!muito giro o poema!è bem verdade que por vezes a vida coloca-nos ratoeiras no nosso caminho e que muitas das vezes áquilo que dizemos não,somos obrigados a hoje dizer..sim..ou..talvez!querer voar e não poder é mau mas querer voar e não saber como ou para onde é muito angustiante!!
beijinhos grande para um grande amigo...

 

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